Amigos do SM sabe quando você olha no relógio e o tempo não passa? Foi esta a sensação ao assistir mais um episódio desta péssima temporada de Under The Dome. O nível amador da produção americana está tão acentuada nesta season, que fica complicado fazer um ‘best of’ de tudo que aconteceu em 40 minutos de pura bobagem e mais soluções absurdas para problemas inexplicáveis, mesmo para uma série de TV. Bem, temos que começar e já que é um dever (e prazer), vamos ao glorioso episódio “In The Dark”.
A oportunidade dos roteiristas, que adaptaram a obra de (Stephen) King, era reconquistar o público americano com estes screenplays de mistério e perguntas insolúveis. E a cada episódio fica bastante claro que desperdício no dicionário destes profissionais pode atender pelo sinônimo de preguiça.
Exceção feita a uma torre que aparece no finalzinho e que pode trazer alguma nova informação sobre como a população de Chester´s Mill vai se livrar da redoma, todo o resto não trouxe nenhuma novidade. Nem o cenário caótico do túnel de Nárnia/armário de Angie significou alguma coisa. Se a ideia era dar a chance para que Mike Vogel (Barbie) e Eddie Cahill (Sam) pudessem provar que são atores, não deu muito certo. Sem um pingo de emoção e algum tipo de convencimento, os dois dialogaram numa filosofia de boteco, onde ambos lamentaram o passado de mortes e assassinatos, para emular certa preocupação um com o outro e mais nada. Bastou para que Barbie visse os arranhões no ombro direito de Sam para que chegasse à conclusões sobre a morte de Angie. Um absurdo tão louco, mesmo para TV, que meia dúzia de palavrões não foi suficiente para vomitar toda a minha indignação com a baixa produção e desleixo com o público. E as “pegadas” vistas pelo Junior? Patético ao cubo.
Não bastasse isso, a perita/cientista/professora, menos atriz, Rebecca Pine, vai descobrindo jeitos de se livrar dos problemas como se fosse um MacGyver (se você tem menos de 30 talvez não entenda a relação). Não é só isso. Ela descobriu, do nada (como em todas as outras suposições), os motivos do vento impetuoso que tomou conta, sei lá, de duas ruas de Chester´s Mill. Os caras (desculpem o português mais chulo, porque inadvertidamente, não dá!) não se deram ao trabalho de contratarem um estagiário de efeitos especiais para mostrar o quanto a cidade foi assolada. Nada. Basta colocar 40 pessoas no abrigo antiaéreo/eólico do restaurante da Rosie (RIP) e pronto, já é o bastante para amenizar os problemas. E claro, que na sala de ciências da escola, mais uma vez temos uma maneira bastante apropriada para resolver o problema: vamos pegar um grande “ventilador” e coloca-los a 50 metros de altura, espirrarmos um cadinho de água e SHAZAM! Problema resolvido! Detalhe: Junior, Norrie, Joe e Melanie, todos no lago, parecem não ter sofrido nenhum tipo de problema com a poeirada… Sei.
E por falar nisso…
As brigas entre o trio Malhação não param por conta do beijo de Joe em Melanie, a menina defunto-viva que voltou sabe-se-lá-o-porquê. Sem “tempo” (estou sendo irônico) para explicaram o mais importante, que é o seu aparecimento e ressurreição, os roteiristas preferem investir em um triângulo amoroso. Norrie briga com Joe. Joe joga fotos com sua irmã fora, Norrie o procura e o beija. Simples assim. Teve uma hora que eu estava torcendo: – Os dois poderiam se catar neste sofá transar e ainda chamar Melanie para um ménage. Ah, isso sim traria um pouquinho mais de suor, emoção e alegria para personagens tão mal desenvolvidos e aprofundados como os de Under The Dome, mas em Under The Dome além de não desfrutarem dos prazeres da carne como sexo, também não tomam banho e não trocam de roupa; o fator tempo está completamente menosprezado em praticamente todos os episódios. Assisto séries desde a década de 80 e mesmo com os problemas daquela época, faz tempo que não vejo um trabalho tão desleixado na TV. Estão pecando desde as questões que envolvem uma produção decente até diálogos bem abaixo do padrão americano. Preocupante.
Não estou plenamente convencido da morte de Sam e muito menos de Lyle no buraco negro debaixo do colégio, mas se isso acontecer, também não me surpreenderá, afinal de contas a fórmula utilizada até aqui é: “não responda as outras perguntas, pelo contrário, faça outras e se possível, acrescente um pouco de nonsense a todas elas, para que se for possível, quem estiver assistindo fique completamente desestimulado”.
Os takes lembram novelas mexicanas. Uma conversa, uma troca. Da escola para fábrica de cimento, da fábrica para o restaurante, do restaurante para o túnel e tudo começa novamente na escola. Se eu tivesse que dar uma nota para “In The Dark” seria abaixo de zero.
Daqui em diante o desafio é assistir para saber até onde vai a cara de pau dos produtores. Suicídio comercial não terminar a série nesta temporada. Só me pergunto se eles de fato estão se importando com isto. E por favor, não riam de mim: eu sou um homem de fé.













![Under The Dome 3×13: The Enemy Within [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2015/09/Under-The-Dome-3x13-218x150.jpg)

