Seja bem-vindo novamente à New Orleans, o reino encantado de Klaus Mikaelson…
The Originals certamente foi uma das melhores surpresas da última Fall Season, já que muito pouco se esperava sobre a série solo dos vampiros Originais (uma vez que era evidente a tentativa da CW de continuar lucrando com seu hit The Vampire Diaries), e o que se viu foi uma série que após um começo um tanto lento, engrenou, ganhou personalidade e encerrou sua temporada inaugural em alto nível.
Assim, foi bom ver que o alto nível apresentado na temporada anterior continuou por toda essa première, que conseguiu o feito de manter a trama ágil apresentada no último Season Finale, introduzir as novas tramas, e trabalhar as mudanças sofridas em seus personagens após o nascimento da pequena Hope Mikaelson.
Aliás, diga-se de passagem, The Originals deu um banho em sua série-mãe, TVD, que com a mesma perspectiva de apresentar mudanças em seus personagens nos apresentou uma Season Premiere modorrenta, ao contrário do que aconteceu em TO.
Ao encerrarmos a última temporada, tínhamos duas tramas evidentes em The Originals para este novo ano: a primeira era a briga pelo comando da cidade (novamente) que agora pertencia aos lobisomens liderados por Francesca e, a segunda, sobre o reencontro familiar prometido aos Originais, já que tanto Mikael quanto Esther haviam retornado buscando vingança contra os filhos. Isso, claro, sem contar nas novas fases pessoais dos personagens, com Klaus, Elijah e Hayley tentando superar o fato de que a pequena Hope – para ser salva – foi dada como morta e, esta última, inclusive, teria que lidar com a nova fase híbrida.
Foi interessante notar que a Season Premiere não teve medo de queimar uma das tramas, encerrando-a logo neste episódio. Acho que o espírito de The Originals, além de explorar a família-título, é demonstrar o peso que New Orleans tem na vida daqueles personagens… Então, ao contrário do que poderia parecer num primeiro momento, não foi nem um pouco cansativo ver outra briga pelo comando da cidade.
Aliás, foi exatamente quando o plano de retomada da cidade foi colocado em prática que “Rebirth” ganhou ritmo e trouxe o melhor dos personagens à tona… Com o passar do tempo, Hayley ficou revoltada, Klaus e Marcel deprimidos e reclusos, e Elijah manteve-se o nobre vampiro que sempre foi, com ainda mais força dada a fragilidade do irmão… Mas quando o plano de derrubada de Francesca começou, voltamos a ver as faces que mais gostamos destes personagens.
Também adorei a forma como todos foram bem usados no plano, desde o trio principal, até Marcel e Cami, que também teve bastante destaque neste episódio.
E a efetividade em si do plano de retomada de New Orleans foi fantástica… Adorei toda a sequência, que teve a direção competente e habitual da série, nos presenteando com banhos de sangue, cabeças rolando e muitos dedos e braços decepados… Isso sem falar em uma Hayley e um Elijah inspiradíssimos em seus confrontos com Francesca, personagem que caiu como uma luva no papel de vilã que odiamos e que se despede da série no momento correto.
Quanto aos personagens em si, pretendo fazer pequenas observações pontuais, o que deve mudar com o tempo e as novas ameaças que chegaram ao pequeno reino (recém) reconquistado.
Adorei a mudança de postura de Hayley, mas o roteiro foi um pouco cruel com ela. Estava achando ela absolutamente chata até sua cena final com Elijah, quando ela demonstrou fragilidade em razão de ter sua filha tomada. É necessário mesclar essa fraqueza da personagem com sua (atual) força, senão ela corre o risco de se tornar uma rebelde chata. De qualquer forma, nada disso é culpa da Phoebe que fez um ótimo trabalho… O cuidado deve ser do roteiro mesmo.
Klaus, como de costume, estava fantástico. Creio que em suas primeiras cenas no episódio vi uma fragilidade que até então nunca tinha visto no personagem. Joseph Morgan tem um domínio desse personagem impressionante, e faz de Klaus a melhor coisa que The Originals pode ter. Soube passar a dor de seu personagem mas sem que isso significasse mudança de suas principais característica, tanto que sua cena com Marcel, quando dá início ao seu plano, foi o ponto de virada do personagem, que logo em seguida, no final do episódio volta a mostrar fragilidade para o irmão e para Hayley. A paternidade definitivamente mudou Klaus.
Elijah, para mim, foi o grande nome do episódio. Com a nobreza que lhe é peculiar, foi o responsável por administrar uma casa com os dois pais instáveis, Hayley e Klaus, e ainda avaliar a hora exata para atacar Francesca. Elijah apareceu no episódio, com uma postura bem mais firme que a atual, o que demonstra a excelente leitura de Daniel Gillies de seu personagem que, naquele momento, era a força que os Mikaelson não poderiam demonstrar.
Tivemos ainda Cami e Marcel com bastante destaque e não muito diferentes do que já vinham sendo na temporada anterior, com o adicional do drama do relacionamento-não-relacionamento que estão tendo que, na verdade, achei bem chato.
E óbvio que também tivemos a musa da série, Davina, zica das bruxarias, que coloca os lobisomens pra correr nas lojinha de música tudim, que domina vampiro original matador de vampiro, que manda no próprio nariz e não obedece mais o clã, que é temida e respeitada quem quer que mande naquela bagaça, que decidiu voltar a estudar só porque quer, que domina a escolinha também, que manda na porra toda e ainda arranja tempo pra dar um tapa no visu e paquerar estranhos na rua.
E fato é que Davina está compromissada em quebrar a ligação de Klaus com sua linhagem para liberar Mikael para mata-lo… Acho a ideia de trazer Mikael de volta sensacional, mas essa história de quebrar linhagem achei forçadíssima com a mitologia da série, mas não vou criticar por enquanto pois ainda tem muita coisa para acontecer.
Aliás, muita coisa mesmo, pois além da confirmação de que Carrie é, na verdade a Esther reencarnada, tivemos a revelação de que a mamãe Original não trouxe apenas Finn, mas também Kol para buscar a destruição de seus filhos… O que Mikael também quer…
Quer dizer, alô Klaus e Elijah, podem colocar mais água nesse feijão e preparar mais umas camas, que mamãe, papai e seus irmãos vieram pra ficar…
Desde já, expectativas mil para a reunião dessa família e por mais uma roda de samba maravilhosa de os Originais do Samba podem nos proporcionar.
A roda de samba ainda não está definitivamente formada, mas The Originals, essa sim, retornou sambando e derrubando todos os forninhos!
P.S.: Impressionante a visão da mansão dos Mikaelson toda fechada e empoeirada… Deu bem o clima que a première pretendiar… Deu veracidade à trama do episódio.
P.S. 2: Gostei da roqueirinha que acabou sendo “escolhida” por Marcel para fazer parte de seu novo grupo de guerreiros. Tomara que renda bastante na trama (mais que o Thierry, pelo menos).
P.S. 3: A sequência inicial do episódio, substituindo o “previously” pelo conto que Rebekah contava para a sobrinha, foi simples, bem feita e genial.
P.S. 4: Falando na Hope, achei um pouco difícil acreditar no sofrimento da Hayley porque a filha dela está viva… Realmente não é possível ela dar uma fugidinha pra visitar a menina?
P.S. 5: Aliás, está aberta a temporada de apostas: quanto tempo até Hope retornar para o seu lar?














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