E a sequência de bons episódios continua.
The Last Ship parece mesmo ter encontrado a formula para manter a segunda temporada em alto nível. Tivemos uma sequência consideravelmente boa de episódios tensos, explosivos e empolgantes até agora. Uneasy Lies The Head não fugiu desse contexto.
Talvez Tom Chandler e companhia tenham comprovado que Neils Sorensen era mesmo um típico vaso ruim que não quebrava. O fato de sua sobrevivência ter sido uma surpresa para todos no Natham James foi um toque previsível, já que todos nós sabemos que um raio nunca cai no mesmo lugar nessa série. Sabíamos muito bem que Neils não sairia vivo do navio. Ou ele substituiria de vez o papel de Quincy ou ele faria alguma idiotice que causaria sua morte – mas ele nem precisou de muito esforço para morrer.
A interação que Sorensen e Scott tiveram em todo o episódio foi mesmo uma bolha lenta. Quando pensávamos que o destino de Neils era consertar a cagada que fizera ao mundo, um leve vento mudava essa teoria de direção. Scott soube muito bem inverter os papéis, hora ou outra eu achava que o espírito da major Dalton (Strike Back) havia invadido aquele corpo. Confesso que não havia maneira mais justa que ver Sorensen morrer pela própria desgraça.
A visita a Nova Orleans rendeu mais do que se esperava, e a surpresa da vez foi ver Chandler negociando com garotos armados – nada contra, já que se trata de um cenário pós-apocalíptico, mas o uso que fizeram da situação não foi tão legal assim. Por outro lado isso reforçou a influência que Ramsey passou a ter no país, ou pelo menos em boa parte dele.
O confronto entre nossos marujos e os homens de Ramsey serviu mais para dar um toque diferente no episódio, o qual teve interesse maior em dar ênfase às pesquisas da Dra. Scott. Não é uma critica, mas uma observação. Comparado aos tiroteios anteriores da temporada, o do episódio em questão foi o mais fraco – agora sim é uma crítica. O lance todo com Ray e Cody não me convenceu, e por mais que sejam crianças, o mínimo que poderiam fazer era mudar o rumo da história toda, como trair Chandler, ou coisa do tipo. Cody, por exemplo, ficou marcado como o garoto viciado em Call of Duty que viu uma boa oportunidade em lutar numa guerra. Pelo menos Ray sobreviveu para contar história, visto que ele salvou a vida do comandante da marinha dos Estados Unidos.
Mas talvez o fator mais importante a ser observado em Uneasy Lies The Head foi mesmo Jeffrey Michener. É curioso vê-lo lutando com muitas das questões que o atormentaram no episódio passado. Fica claro que ele ainda tem muitas dúvidas sobre sua capacidade de liderar o país, mesmo que Jeter tenha que ajudá-lo dizendo algumas palavras inspiradoras. Mas não nego o fato de que o personagem está sendo muito bem trabalhado pelos escritores. Desde sua primeira aparição – não me recordo em qual episódio – Jeffrey vem ganhando força de caráter e aos poucos vai se destacando. Só espero que os envolvidos façam um bom uso dele na série.
O Veredicto
Uneasy Lies The Head foi um episódio bacana, e por incrível que pareça a tensão entre Rachel e Neils, e o tormento interno de Jeffrey foram os pontos que fizeram o episódio ser acima da média. A tentativa dos envolvidos em colocar adrenalina nesses 42 minutos não deu certo – na verdade estragaram o episódio.
Enquanto os irmãos Ramsey e sua seita existirem, ação e adrenalina é o que não vai faltar nessa reta final de temporada. E sabe-se lá também se tal trama se estenderá, visto que a série ganhou mais 13 episódios no ano que vem. Vamos glorificar de fé.






















