Que a força se mantenha com você!

The Big Bang Theory chega à sua pausa de fim de ano num nível que há muito tempo não era visto e, para fechar com chave de ouro, nos apresenta um episódio incrível que entra facilmente em qualquer lista de melhores da série. Parece que o show realmente se recuperou dos períodos mais turbulentos e entra numa era de vacas gordas, presenteando os fãs com uma nona temporada excelente em todos os sentidos. 

The Opening Night Excitation me fez rir do início ao fim, me deixando ainda rindo à toa depois que terminei de assisti-lo. Foi tudo tão bacana e todas as sequências encaixaram perfeitamente que a tarefa de escrever sobre tantos momentos excelentes se torna um tanto árdua. Mas felizmente esta é uma ótima dificuldade, que me faz, novamente, ter grandes expectativas nesta que é a mais importante comédia da TV americana que ainda está no ar. 

A divisão do episódio entre as duas grandes estreias foi extremamente feliz. Primeiro com o timing perfeito com a estreia de Star Wars: o despertar da força, que foi muito bem desenvolvido com a ida de Leonard, Raj e Howard ao cinema, acompanhados de Will Wheaton e sua breve, porém, hilária aparição fantasiado em homenagem a Star Trek. Tudo ali foi tão bem costurado, desde as reações de todos com sua entrada até o seu discurso na tentativa de apaziguar, dizendo que aquilo ali é apenas um filme. 

A excitação dos outros três não ficou por menos, desde antes mesmo de ir ao cinema (incluindo aqui os comentários de Penny e Bernadette), até o filme em si e, especialmente, nos saltos entre as cenas do cinema e as do quarto de Amy. Esta, por sinal, foi uma sequência tão bem executada, com um timing afiadíssimo, merecedora de ser revista muitas e muitas vezes. E, por falar na cena do quarto, vamos à segunda grande “estreia” do episódio. 

Sheldon e Amy finalmente reataram e essa trama conseguiu ser muito bem trabalhada, indo contra o receio da maior parte dos fãs ao fim da temporada passada. E neste fechamento de plot, Amy faz aniversário, mas quem ganha o presente somos nós. Foi tudo realizado com tanta sutileza e, ao mesmo tempo, investindo pesado na comicidade que não consigo citar um instante qualquer em que tenha havido algo próximo de uma falha. 

O retorno de Arthur Jeffries (agora como Jedi), mesmo que em sonhos, foi espetacular, tendo os diálogos com Sheldon como um dos vários pontos altos do episódio. Vários porque também foi hilária a descoberta de Amy, e seu consequente entusiasmo, sobre qual seria o seu presente. Tão engraçado quanto o choque de Penny ao ouvir de Sheldon que planejava, enfim, avançar em sua relação com Amy. 

E o contraste dos muitos momentos engraçados com a cena tão fofa da primeira vez dos dois foi de um bom gosto poucas vezes visto. Nada ali soou forçado ou fora de contexto e quando vemos Sheldon acalmando Amy, nitidamente ansiosa com o que estava por vir, foi como colocar a cereja no bolo na trama que, em minha opinião, fecha como a mais bem-sucedida da série. 

Foi um episódio digno de aplausos, numa temporada surpreendentemente muito acima do esperado. E fica claro que o grande trunfo deste ano, assim como foi nos três primeiros, foi o capricho no roteiro. Fico muito feliz ao ver o quanto a série amadureceu e que o encanto inicial não foi, de forma alguma, perdido. The Big Bang Theory retorna no início de janeiro e deixa a expectativa de manutenção deste ótimo nível em que se encontra. Felizmente o show já mostrou antes que pode atingir este objetivo e, certamente, podemos esperar um futuro promissor para a série em breve.

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