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Supernatural 11×04: Baby

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Supernatural 11×04: Baby

Como um episódio funcionaria do ponto de vista de um carro?

Quando soube que o quarto episódio de Supernatural iria se passar inteiramente dentro do Chevy Impala ’67, fiquei curioso, pois é uma escolha arriscada e poderia dar muito certo ou dar muito errado. O que vimos no episódio de hoje foi algo muito gostoso de acompanhar e aprovei o estilo empregado.

O episódio teve um tom mais realista, com a câmera tremida, superclose no rosto dos personagens e sem trilha sonora, ou melhor, apenas quando o toca-fitas era utilizado. Ótima sacada! Logo na abertura, somos introduzidos no universo do carro mais famoso do mundo das séries. Passamos por todo seu histórico rapidamente e, logo em seguida, adentramos no Bunker, onde é um lugar livre e caçadores durões podem usar shorts. Todo o ponto de vista do carro mostrado desde o início do episódio mostra como ele é praticamente um personagem vivo do universo da série, reforçando o elemento de importância. Até mesmo os soldadinhos perdidos dentro do carro e as iniciais dos Winchesters foram lembrados. Muito legal!

Apesar de ser apenas um caso da semana, o tema da temporada não foi esquecido e estava sempre presente nos diálogos e, ao fim do episódio, foi explicado que a Escuridão foi o motivo dos monstros estarem atacando e formando um exército. Isso é muito interessante, pois outras criaturas também podem estar se agrupando e podem causar problemas no futuro. Também houve a introdução de um novo monstro na mitologia da série: Nosferatu, ou como disse Dean, Ghoulpiro, um híbrido de vampiro e ghoul.

O ponto alto do episódio foram os diálogos, todos muito bem construídos, com bom humor, sorrisos e brincadeiras entre os irmãos, nos lembrando das primeiras temporadas. Todos os atores estavam com uma química incrível e foi muito bom rever o jovem John Winchester (aguardando ansiosamente por Jeffrey Dean Morgan), como se fosse uma visão de Deus falando novamente com Sam. O que Deus (se for Ele mesmo) quis dizer com “God helps those who help themselves”? Dean apontou a possibilidade que nós também consideramos, de que as visões são consequências da infecção de Sam, mas acho que não é o caso. Ah! E que bom que Sam já contou para seu irmão sobre isso, pois continuar com segredinhos já tinha enchido o saco.

Pontos negativos do episódio: Na cena de Sam com a garota no carro, ter apenas a voz dele ficou MUITO ESTRANHO. A princípio, achei até que o áudio havia dessincronizado. O pequeno espaço do banco de trás também contribuiu para o meu estranhamento. A demora em mostrar o desafio da semana e o episódio embalar de vez também causou certa estranheza, porém, isso serviu para construir as cenas de diálogos bem-feitas. Perde em um, ganha em outro. As coincidências do grampo e da bolsa da amiga da manobrista foram meio forçadas, mas de novo acredito que foi uma maneira de mostrar como o carro também ajuda os irmãos quando eles precisam.

Essa semana não tivemos a continuação do plot de Amara e Crowley, o que serviu só pra aguçar nossa curiosidade acerca da última cena de The Bad Seed, e Castiel esteve presente apenas no viva-voz do celular de Dean (diga-se de passagem, MELHOR cena). Metatron foi novamente citado, mostrando que realmente ele será aproveitado futuramente.

Em um episódio-homenagem, Supernatural ousou e mostrou saber sair de sua bolha de segurança. Lembrei-me de Fan Fiction (S10E05) e Bitten (S08E04), ótimos episódios que se mostraram divertidos, ousados, instigantes e serão lembrados por um bom tempo.

OBS.: Clímax do episódio foi incrível. As lutas estavam ótimas: nuas e cruas.

OBS.2: Castiel assistindo Orange is The New Black na Netflix: Sensacional. Por favor, mais referências à cultura pop.