200 episódios com Dean e Sam!
Eu sei que vocês todos estão aqui porque amam Supernatural”
– Dean Winchester.
Alcançar a marca de 200 episódios não é tarefa fácil para série nenhuma. Para isso, acima de qualquer coisa, é necessário ter uma grande e sólida base de fãs fiéis. Supernatural chegou até aqui e a mensagem que Fan Fiction quer dar para os fãs da série é: “estamos onde estamos por causa de vocês”. Por isso, o episódio consegue cumprir o seu papel como uma hora comemorativa da série, uma hora em que a série se homenageou, e mais do que isso, homenageou os fãs.
Não que esse tenha sido o melhor episódio de todos os tempos, mas sem dúvidas foi um para ficar na memória. Divertido, bem escrito, bem dirigido e extremamente lotado de referências metalinguísticas. Um episódio ótimo, como não víamos em Supernatural há um bom tempo. Supernatural dificilmente erra quando decide brincar, e todo esse episódio foi uma grande brincadeira – brincadeira deliciosa e que dá vontade de rever.
É realmente admirável o cuidado que os roteiristas tiveram de relembrar tantos antigos elementos e momentos marcantes da série para trazê-los de volta. Entre tantos, destaco a recriação da cena final do Piloto da série, logo no começo do episódio. No Piloto, foi Sam que disse “We got work to do” e fechou o Impala; dessa vez, a fala foi de Dean. O Impala, aliás, também teve seus momentos. Até as cenas de Dean arrumando o Impala e os irmãos na estrada com o carro tiveram sua dose nostálgica.
Quando eu soube que Misha Collins e Mark Sheppard não estavam inseridos no episódio 200, já tinha ficado meio revoltado e estava preparado para reclamar. Ainda acredito que pelo menos Misha poderia estar no episódio de alguma forma, porém, aceito o fato dos personagens não estarem aqui. Aceito porque a série, desde sempre, é sobre os irmãos Winchester. Essa comemoração é essencialmente deles e no fim, todos os outros personagens importantes estiveram aí, representados por adolescentes.
Foi maravilhoso relembrar Bobby, John, Mary, Azazel, os Ghostfacers, Adam, entre outros personagens e monstros que foram referenciados. Foi maravilhosa também aquela vinheta de abertura, juntando todas as diversas aberturas que a série já fez.
Agora não posso deixar de comentar sobre o assunto que mais me fez gargalhar, que são os famosos shippings. Se você acompanha SPN há anos e tem uma mínima curiosidade sobre o que outros fãs acham da série, você sabe que há MUITA gente por aí que vive escrevendo textos, criando montagens ou desenhos sobre #Wincest (para os leigos: o relacionamento incestuoso dos irmãos Winchester). As piadas com esse ship e as reações de Dean foram sensacionais, simplesmente. E o melhor de tudo é que não parou por aí: ainda tivemos #Destiel e a informação de que na vida real, Destiel é um casal de verdade (o fandom louco que também torce para Jensen e Misha já captou a mensagem subliminar de que essa piada na verdade é a confirmação de que os atores tem um caso na vida real). Não feliz com Destiel (ou talvez agora passe a se chamar Casdean?), o próprio Sam se revela um grande shipper de #SAMSTIEL. Desse, eu nunca nem tinha ouvido falar, mas com certeza deve ter muita coisa pela internet e depois desse episódio, só terá mais.
Como o destaque do episódio era toda sua metalinguagem, o caso da semana em si nem é grande coisa, mas funciona bem ao seu propósito. O espantalho foi bem trash e a Calliope não era lá uma vilã tão medonha assim, mas de qualquer forma foi bacana de se acompanhar, principalmente com a resolução que literalmente deixou roxo o público de Supernatural: The Musical. Dou um destaque especial para a boa direção e edição do episódio, pois a sequência de Dean e Sam caçando Calliope enquanto o espetáculo acontecia foi excelente.
O espetáculo, aliás, que é pano de fundo para todo o episódio, foi muito bem feito. Ao mesmo tempo em que achei as músicas ridiculamente engraçadas, adorei a forma como recontavam pedaços da história. A performance de “Carry On My Wayward Son” no final também foi algo lindo de se ver. Quando a música começou meu primeiro pensamento foi que deveria ser numa versão mais agitada, como um grande momento de celebração, mas então, eu entendi melhor o propósito de dar um tom mais melancólico para a canção com o foco nos olhares de Sam e Dean, o que acabou se tornando uma cena extremamente bela. A cena seguinte seguiu o mesmo clima. Foi lindo ver Dean com o colar de volta. Foi algo tão simples, tão aleatório, e ao mesmo tempo, muito especial.
E quando a gente pensou que já tinha acabado, eis que tivemos Chuck como uma surpresa final. O personagem não aparecia desde a Finale da 5ª temporada e só veio para dizer duas palavrinhas. Não acho que ele irá aparecer novamente, mas agora sabemos que Chuck ainda está por aí. E muitos fãs por aí ressuscitaram o questionamento: “Ele é mesmo Deus?”, mas talvez, o bacana seja nunca saber a resposta para isso. E se você não consegue ficar sem respostas, fica a dica: fan fictions.
















