A melhor tentativa de amansar uma fera, é dar a ela o que ela quer.
Mais um ano, mais uma temporada e mais uma rainha coroada adentrando o hall mais cobiçado pelas drag queens. Who’s gonna be the Next America’s Drag Superstar?
Antes de tudo, me sinto na obrigação de começar esse texto pedindo sinceras desculpas pela demora em publicá-lo. O final de semestre pesou nas costas desse pobre reviewer universiotário e infelizmente não foi possível manter os textos atualizados, mas conto com a compreensão de vocês e a companhia durante essa cobertura dos derradeiros episódios da sétima temporada. Are you ready? Gentlemen, start your engines, and may the best woman win!
Começamos o décimo segundo episódio com Ginger sintetizando a situação da maneira mais simples e correta possível.
Walking into the workroom without Katya doesn’t feel right”
Não, it doesn’t feel right, aliás muita coisa doesn’t feel right nessa temporada, mas assim como nas outras vezes em que questionamos a sanidade mental de Mama Ru, o show tem que seguir. Assim, sem muita enrolação, Michelle entra no ateliê para dar as instruções para o desafio final. Nada muito diferente do que estamos acostumados: gravação do videoclipe oficial da temporada (dessa vez, “Born Naked”, e exijo dos produtores uma lista com boas razões para não ter sido “Fly Tonight” a música escolhida), de uma cena cômica, e a tradicional “ceia” com Ru. A novidade aqui é que, ao contrário do ano passado, a eliminada é cortada da edição final do videoclipe.
A CENA
Alguém, por favor, me explica qual foi a razão de existir essa cena no episódio? Galera da edição, fica a dica: se o material bruto sai tão ruim que você mal pode exibir a cena finalizada, das duas uma: ou vocês pedem para regravar, ou joga a bagaça toda no lixo e usa qualquer outra coisa pra preencher a lacuna. Não deu para entender bem o enredo ou o contexto (tinha enredo? Tinha contexto?), não deu para arrancar nem um sorrisinho amarelo sequer, e nenhuma atuação foi boa o suficiente para dar a alguma delas uma vantagem significativa na disputa. Absolutamente desnecessário. Ai que saudades do “What about me? What about Jujubee?”…
O VIDEOCLIPE
A gravação do videoclipe parecia um castelo de cartas desmoronando. Era peruca saindo, era brinco caindo… tudo bem que foi forçado a coreógrafa dizer que não tinham takes suficientes, mas que foi meio messy, foi. Quem se saiu melhor foi Kennedy, e eu não estou falando só da postura diante da câmera. Estou falando dessa imitação perfeita que ela fez da Pearl dublando, que merecia um prêmio à parte.

O JANTAR
God only knows a preguiça que eu tenho do drama que rola nesse jantar. Ok, todos nós temos os nossos “struggles” na vida, e é sempre legal saber que as participantes encontraram na arte drag a força para superar os obstáculos da vida. Mas nesse programa eu quero é ver babado e confusão, é tiro, porrada e bomba, então me perdoem mas eu só vou destacar aqui o que eu realmente achei relevante nessa parte.

Na preparação para a passarela, baixou a Jasmine Masters em Kennedy e Ginger e ambas se juntaram para questionar o quanto Violet (não) merecia a coroa e o título de America’s Next Drag Superstar. Foram levantadas questões como falta de experiência (really queen?) e o fato de Violet ser uma bitch, o que comprova que o elenco desse ciclo tem uma capacidade quase nula de se livrar de primeiras impressões e plots desgastados. Violet há várias semanas transpareceu uma mudança comportamental, e bater nessa tecla soa tão maçante quanto voltar a tocar na ferida de Pearl e sua “sonolência”. O fato é que tamanha pedância não só seria irrelevante para o veredicto final, como também fez com que a rejeição de ambas perante o público só subisse ainda mais.
Não sei se fui só eu, mas eu tive um déjà-vu do fim da quinta temporada. Naquela ocasião, Roxxxy Andrews achou que estava na posição de ditar o que era certo e o que era errado quando o assunto é drag, e com base nisso atacou diretamente Jinkx Monsoon. Aliás, relembrar esse fato também traz a tona a seguinte questão: “Será que essas quengas não aprendem? Será que todo santo ano teremos queens mais tradicionais questionando a validade da abordagem das mais jovens?” Isso vale para outros absurdos repetidos anualmente, o que me leva a pensar em fazer cartelas de bingo para a próxima temporada, e algumas das casas serão: This is not a sewing competition / I don’t understand your drag, e aceito sugestões de outras casas nos comentários.
Bom, voltando rapidamente a Roxxxy vs Jinkx: nos lembramos bem quem riu por último nessa história, então seria isso um sinal? Descobriríamos mais adiante.
LOOK FINAL
KENNEDY DAVENPORT

Me julguem, mas adorei o look da Kennedy. É coerente com a proposta drag dela, e em plena semana de Parada do Orgulho LGBT, seria um crime se eu não elogiasse a simbologia das cores do vestido. É pageant e é lindo, deal with it.
VIOLET CHACHKI

Claro que depois de ver Violet entrando na passarela com um tanque de gás e a cintura mais fina que um frasco de Rexona, esse look não impressiona tanto. Mas ela não deixou de trazer a pegada vanguardista que é sua marca registrada e estava estonteante e fashion foward, como sempre.
GINGER MINJ

Olha, sobre esse look…

Eu entendo que para as big girls deve ser mais difícil elaborar looks mais ousados, mas eu aguardo ansiosamente uma participante plus size que fuja um pouco desse estilo que estamos acostumados a ver. Quem sabe um crossover entre Latrice e Raja?
PEARL

Poderia jurar de pés juntos em nome de Bianca Del Rio que eu já vi Pearl usar isso aí antes. Não é a mesma coisa que ela usou no Conjoined Queens challenge, só que com uma camisola em cima?
—
Na hora de defender a sua vitória individual, as queens se dividem novamente com uma barreira invisível, separando a “velha guarda” das novinhas. Kennedy e Ginger explicitamente se unem para apontar a falta de experiência e as fraquezas de suas oponentes, enquanto Violet e Pearl adotaram uma postura levemente defensiva, mas também exaltando o próprio trabalho e seus méritos. Vale apontar que, se você está no time dos que criticaram duramente as duas primeiras, mas acharam que Alaska “lacrou a porra toda” no discurso dela, existe uma incoerência aí, hein?
E são esses discursos que carregam toda a narrativa do último Untucked da temporada. A impressão que passou foi a de que faltou coisa boa para relembrar e aí tiveram que arrastar todos os vinte e poucos minutos num draminha de pré-escola, com direito a Violet sendo super contraditória falando que drags não deveriam ser colocadas para competir (OIII??? AMOR VOCÊ SABE ONDE VOCÊ ESTÁ????), e Pearl fazendo cu doce porque ela e Ginger eram grandes amigas (desde quando?) e ela se sentia esfaqueada pelas costas. Sério… que morte horrível para o Untucked da season 7. O formato, que recebeu algumas críticas no começo, parece ter conquistado mesmo o público mais avesso, mas o desfecho acabou sendo um backstage sem emoção e nada convincente. Oremos pela oitava temporada…
É hora então do lipsync final, que veio sem muitas surpresas. Vimos pela primeira vez Violet dublando por sua vida, e a gostosa segurou bem a peteca. Kennnedy e Ginger não apresentaram nada que não tenhamos visto de ambas em seus lipsyncs anteriores, e Pearl conseguiu adicionar uma escorregadinha pelo palco para variar minimamente do grande sonífero que é o seu desempenho no palco.
Hora de eliminação. Considerando o saldo dos dois desafios e do lipsync, se houvesse uma vencedora somente para o episódio em si, acredito que ficaria entre Ginger e Violet. Consequentemente, o bottom seria entre Pearl e Kennedy. A atuação de ambas na cena ~~cômica~~ pareceu ser fraca (vale ressaltar que sequer houve airtime suficiente para se tirar grandes conclusões sobre o desempenho delas nessa parte), porém Kennedy foi imensuravelmente melhor no vídeo e na dublagem final. E, considerando que ela mandou Katya para casa com base na sua performance de “Roar”, o mais coerente seria eliminar Pearl também, certo?
Certo, seria o mais coerente, mas estamos falando de season 7 e ela não combina bem com palavras relacionadas a “coerência”. Kennedy é podada do top 3, reforçando rumores que saíram pouco antes da exibição desse episódio, a partir de declarações de um membro do Reddit.
Daí nós poderíamos pensar: “Ah, rumores de que RPDR (ou qualquer outro reality) é manipulado? Pff, agora conta uma novidade!”, mas o fato é que muita coisa nessa entrevista faz sentido e explicaria fatos, decisões e eliminações que ficamos sem entender.
Por exemplo, a ausência de desafios de costura é justificada pelo fato de que desafios de atuação são mais fáceis de manipular, assim atendendo à vontade da produção e da edição na hora de criar uma narrativa e justificar eliminações. Desafios de costura são práticos e os resultados ficam nítidos e, consequentemente, mais passíveis de questionamentos.
Agora, voltando para o contexto desse episódio, outro fato alegado por esse membro ~~misterioso~~ é que o top 5 é um ponto crucial para criar uma storyline que definirá a eliminação seguinte, a derradeira da temporada. Se olharmos para o sexto ciclo, lembramos que foi nesse ponto que Darienne Lake chegou ao ápice de sua rejeição ao ser mantida em consequência da eliminação de Ben DeLa Creme. Com isso, a edição criou uma narrativa para que existisse uma “vilã” a ser eliminada posteriormente sem grande dificuldade. Claro, não era tão difícil assim chegar à conclusão de que Lake era o elo mais fraco dentro daquele top 4, mas no ciclo atual, considerando que há um equilíbrio muito maior entre as competidoras (o que não é nem de longe um elogio ao nível desse top 4), a possibilidade dessa mesma narrativa ter sido criada faz todo o sentido para justificar sem grandes esforços a eliminação de Kennedy.
Se as informações contidas naquele post são verdadeiras ou não, isso fica para o imaginário de cada um. Mas o fato é que Ginger, Pearl e Violet foram as escolhidas para disputar a preferência do público. Sim, RuPaul ainda diz que a decisão final é dela, mas convenhamos: desde que a opinião do público passou a ser considerada na grande final, sempre ganharam as preferidas dos fãs ativos nas redes sociais. E, lidando com um público que em grande parte já estava insatisfeito com o nível da temporada no geral, duvido muito que Ru ousaria contrariar o grito popular na hora de coroar a vencedora, pelo bem do show. Portanto, mais do que nunca, tive quase certeza que a que ganhasse o maior apoio do Twitter, do Facebook, do Orkut etc. ganharia também uma coroa sobre a cabeça.
Na semana seguinte foi ao ar o “Countdown To the Crown”, e, assim como no ano passado, esse episódio não vai ganhar uma cobertura detalhada, afinal é apenas uma retrospectiva – e, nesse ano especificamente, nem teve tanta coisa boa assim para relembrar. Vamos apenas falar da única novidade apresentada nesse episódio, que foi o clipe de “Born Naked”.
Não dá para pedir um “Sissy That Walk” todo ano, né? Mas quem já teve que se contentar com um “Glamazon”, aceita um “Born Naked” tranquilamente. Li muitas reclamações, principalmente em relação ao uso de um remix, mas sinceramente não me incomodou tanto. Só mesmo a presença de Pearl que eu trocaria sem pensar duas vezes por uma Kennedy que claramente tem uma melhor relação com a câmera.
Por fim, chegamos ao Reunited!, aquela festa maravilhosa onde a rainha é coroada, e que esse ano contou com um recorde de presenças ilustres das ex participantes e, como a câmera martelou o tempo inteiro na nossa cara, da Miley Cyrus.
Uma das mudanças mais legais nesse ano foi a apresentação de um número de lipsync de cada uma das finalistas, de uma canção feita especialmente para elas. Vamos ver como cada uma se saiu nesse último “desafio” e na sua entrevista individual.
GINGER MINJ

Alguém se lembra do Meet the Queens da Ginger? Eu achei que ela ia abusar mais das referências religiosas durante a temporada, mas gostei desse traço da sua drag persona ser usado na canção feita para ela. Foi uma performance energética, divertida, e Ginger manda muito bem no lipsync e dessa vez incorporou perfeitamente aquelas senhoras dos corais da missa de domingo.
Ginger é questionada sobre os seus ataques em cima das queens mais novas, e desenvolve uma dissertação sobre ser criada em uma família conservadora e sentir que tem uma voz que sai de um lugar de amor (??????); ou seja, fala tudo, mas não responde a pergunta. E em seguida vem um fã com uma pergunta do tipo “É a hora de uma big girl ganhar?”, e eu fico aqui imaginando se esse cidadão esperava alguma resposta como “Hmm… não! Ru, pode dar a coroa para alguma das outras duas, acho que ainda não é hora de uma plus size ganhar, tchau bjs!”. Mas Ginger dá uma boa resposta, argumentando que não quer vencer apenas por ser a hora de fugir dos estereótipos do hall de campeãs, e sim quer vencer pelo seu desempenho e merecimento.
PEARL

O lipsync da Pearl foi o meu favorito, financeiramente falando. Isso porque ele me economizou no mínimo umas preciosas trinta pilas caso ela venha pro Brasil, porque eu é que não vou fazer questão de ver performances com tamanha “empolgação”. Definitivamente, Pearl dublando não é meu cup of tea.
Por outro lado, a entrevista de Pearl provou que, cada vez mais, ela consegue tirar sarro da própria primeira impressão que causou no show, e é realmente carismática e articulada para falar sobre a sua trajetória. A Logo, antenada com o que rola na interwebs, fez um VT divertidíssimo sobre “a maldição de Pearl”. Amei a participação de Alaska, que conseguiu arrancar risadas pelo segundo ano seguido usando o mesmo artifício da voz afetada, e também a interação com a mãe de Pearl. Mas nada se comparou a esse momento sublime:

Priceless <3
VIOLET CHACHKI

Se houvesse um prêmio individual para esse último lipsync, creio que podemos entrar em um acordo que Violet seria a campeã disparada, correto? Esse strip tease burlesco serving Dita Von Teese realness + tetas com enfeites que giram da Elvira Rainha das Trevas foi simplesmente fantástico, e compensou a entrevista que teria sido insossa, se não fosse um momento crucial: Violet elogiando diretamente Kennedy, que tanto a atacou durante os bastidores do último desafio.
Naquele momento, ao dizer que ver alguém como Kennedy performando a deixava alegre e a enchia de vida, Violet pode não ter garantido a coroa, mas garantiu sua marca no programa como alguém que absorveu as críticas não só dos jurados, mas também como das suas oponentes, e evoluiu em diversas dimensões. Elogiar de boca cheia uma rival que desmereceu seu trabalho pode ter sido tanto uma atitude de maturidade quanto um ótimo golpe de marketing pessoal. Sendo uma coisa ou outra, fez com que Violet definitivamente saísse por cima nessa história.
Na entrevista com as queens eliminadas durante o curso da competição, foi curioso ver como Ru se retratou com Jasmine pelas ofensas sofridas por ela devido ao material exibido no show, mas sequer citou a edição pretensiosa feita em cima de Max, que, se não fosse a sua liberdade de defesa no Twitter, teria saído como biruta. Repetindo mais uma vez: “coerência” não é a palavra chave dessa temporada.
Pelo menos não podemos reclamar da escolha de Miss Congeniality desse ano. Na verdade podemos reclamar da vencedora desse “prêmio de consolação” não ser a vencedora da temporada, mas é o que tem pra hoje. Katya ganhou o público com sua narração nos bastidores, sua personagem “prostituta russa” adorável, e o fato de ter sido a verdadeira comedy queen da temporada, mesmo não se vendendo como tal, e se juntou a Latrice Motherfucker Royale para dividir o posto de melhor Miss Congeniality da história do programa. Ouso dizer mais: Katya fica marcada como a vencedora MORAL dessa temporada.

E, finalmente, é hora de coroar a vencedora, que, juntamente com o cheque de 100 mil dólares e o estoque babadeiro de cosméticos Boticário (potencial patrocinador da exibição de RuPaul’s Drag Race no Multishow), levaria pra casa meio kilo de purpurina das mãos de Bianca Del Rio.
Mas, antes, vamos destacar esse que foi definitivamente a melhor parte da grande final:

HAHAHAHHAHAHAHAHAHA Olha, confesso que por alguns segundos eu caí nessa, e foi uma sacada simplesmente genial. Mas tenho que confessar também que fiquei desapontado, porque se fosse verdade, eu até arriscaria dizer que esse twist salvaria por completo a temporada.
Bom, agora pra valer:

A rainha fashion da temporada foi a coroada! Ao contrário do ciclo anterior, pelo menos esse resultado não era óbvio. Pearl teve uma narrativa muito explorada e mostrou evolução, Ginger era a mais versátil, mas Violet realmente foi a finalista que mais gerou furor, e, principalmente na reta final, só deu ela. Além disso, volto a afirmar minha suspeita de que esse ano seria o que a “voz do povo” mais faria a diferença, afinal, estamos falando de uma “voz do povo” já frustrada com o nível de qualidade da temporada como um todo.
É difícil dizer o que a vitória de Chachki representa para a temporada como um todo. Particularmente, fico dividido entre a impressão de que Violet foi coroada para fugir da possibilidade de coroar três queens consecutivas com abordagens relativamente próximas da arte drag (Jinkx – Bianca – Ginger, todas tendo seu ponto forte na comédia), e por outro lado a impressão de que foi uma assoprada na ferida da eliminação de Katya. De uma maneira ou de outra (ou de nenhuma, eu posso estar redondamente enganado), seria loucura afirmar que foi uma vitória injusta. Injusto mesmo talvez seja o fardo que Violet vai carregar: o de ter sido a vencedora da temporada mais fraca da história de Drag Race (isso, claro, sem contar o trágico All Stars).
Agora me permitam aproveitar a parte do texto sobre a coroação para dividir com vocês meu relato pessoal sobre assistir essa final, e também sobre o futuro das coberturas de RPDR no Série Maníacos.
Vi o programa na segunda-feira mesmo, através de um stream, em um bar/boate/karaokê localizado na Gay Caneca Frei Caneca, rua no centro de São Paulo tradicionalmente frequentada pelo público gay. Parecia final de Copa do Mundo, só que em uma versão gay. Pessoal arrumadinho, cerveja e petiscos na mesa, gritos de empolgação e torcida fervorosa. Foi lindo, e eu, que vi o público brasileiro do programa crescer exponencialmente internet afora, e iniciei o vício no show dentro do meu círculo de amizades, me enchi de alegria ao ver o nível em que a admiração pela cultura drag e por esse legado criado por RuPaul Andre Charles chegou.
E é essa mesma alegria que eu tenho de ter feito a cobertura desse programa que tem um espaço muito especial no meu coração durante essas últimas duas temporadas. Mas, não posso esconder que também sinto um pouco de tristeza ao dizer que, infelizmente, não poderei continuar com as reviews.
Quem acompanhou os textos dessa temporada desde o início talvez tenha percebido que o número de reviews duplas/triplas (inclusive essa) foi maior esse ano, e isso se deve ao aumento de carga acadêmica que eu tive nesse semestre – carga que tende a aumentar ainda mais nos próximos semestres, com a chegada do meu lipsync for your life conhecido vulgarmente como TCC. Sendo assim, seria impossível dedicar o tempo, o cuidado e o esforço que esse reality demanda e merece, e, por isso, em respeito ao programa e a vocês, leitores, passarei essa responsabilidade adiante.
Agradeço imensamente a todos que leram, elogiaram, criticaram construtivamente, torceram, xingaram, enfim, que estiveram presentes nesses dois anos comigo. Não só li muitas coisas que me ajudaram e me deixaram muito orgulhoso de escrever sobre esse programa incrível, como também conheci pessoas muito bacanas através das reviews, e, como espectador, essa bagagem vai ficar comigo sempre que eu assistir aos episódios de RuPaul’s Drag Race. Muito obrigado por dividirem as opiniões e o amor por esse reality comigo!
Now, for the last time… SASHAY, AWAY!






















