Padmando em versão 2.0.

Ah, que saudades que Intel me fez ter da minha, da sua, da nossa queriiiiida (sqn) Padma Lahari, e suas padmadas sem precedentes, hein? Em tempos de reciclagem de arcos (Conrad 2.0 e Iniciativa 2.0, estou olhando pra vocês!) que, como já havia comentado antes, só servem para causar temor quanto à possibilidade de Revenge desandar, é até divertido ver que Sunil Nayar também decidiu homenagear a indiana e recriar, com toda a pompa possível a temida PADMA 2.0!

E ela é ninguém mais e ninguém menos do que a agente Kate, do FBI, que a partir de agora será conhecida como Neo-Padma. Eu AVISEI que coisa boa não podemos esperar dessa atriz, não avisei? A única coisa que falta para essa revelação mequetrefe, que falhou miseravelmente em terminar o episódio dando um up no shock value, é vir seguida da descoberta, no episódio seguinte, que Kate não é realmente má, ela é apenas uma vítima sendo chantageada. Aí vai ser uma padmada com gosto! (Nota pós-edição da review: o trecho da review referente ao episódio 4×09 foi regidido imediatamente antes de eu assistir ao episódio seguinte, e os necessários comentários sobre o desdobramento desse arco virão mais à frente no texto).

O motivo por que estou abrindo a review com um assunto tão meia boca tem a ver, logicamente, com o fato de Intel ter sido um dos episódios que mais deixaram a desejar nesta temporada. A maioria dos personagens do elenco foi “presenteado” com arcos inúteis, insignificantes, entediantes e que apenas serviram para enrolar.

Vicky e David passaram o episódio inteiro correndo atrás do próprio rabo (ou um do rabo do outro). Enquanto ele desconfiava cada vez mais da idoneidade da amada, ela investigava, por debaixo dos panos, o segredo que David tanto escondia. E foi basicamente isso, até que os dois decidiram ter uma DR na varanda para colocar tudo em pratos limpos e tricotar sobre os últimos 10 anos e sobre Conrad 2.0, que agora se chama Malcolm Black e é, como já foi dito duzentas vezes na série, MUITO MAIS PERIGOSO QUE CONRAD MEODEOSQUEMEDA!

Margô foi outra que nos trouxe uma revelação bombástica – ou ao menos o máximo que ela pode chegar de algo parecido com isso. Particularmente, essa gravidez teve sobre a minha pessoa um impacto do nível Kamus de Aquário: zero absoluto. Não vejo como esse arco pode ajudar Margô, e eu gostava mais quando ela estava em uma cruzada pessoal contra Louise, uma cruzada na qual, aliás, eu torcia por ambas, gostava de ambas, e estava ansioso pela guerra, que pelo jeito jamais acontecerá.

Por fim, temos nossa protagonista Emily Thorne, que passou o episódio inteiro num… encontro com Ben! Ah, me poupem, roteiristas! Mais um pretendente, mais climinha brega e clichê, mais paixonites repentinas com pretendentes inexpressivos que de da noite para o dia viram amor puro e verdadeiro (oi, Aiden!). Não somos obrigados, né? E ainda há quem diga que só Victoria é que é amorosamente volúvel. De útil nesse encontro, só o meu alerta laranja apitando quando Ben fala sobre sua ex-mulher: sim, aguardemos mais uma parente maluca avulsa chegando do nada e indo embora mais rapidamente ainda.

Definitivamente, não estivemos diante de um episódio capaz de empolgar. Intel é um dos raros episódios de Revenge que falha em uma das características mais importantes para qualquer programa de TV: prender a atenção dos fãs. Assim, para não desanimar de verdade, escolhi acreditar que Intel foi, no fundo, um episódio de transição, uma tentativa de armar o cenário para o bombástico Atonement, nosso mid-season finale que está prometendo – adivinhem! – uma morte para encerrar 2014 com chave de ouro. Infelizmente, estive extremamente atribulado durante a última semana, razão pela qual foi necessária esta review dupla, e por isso agora não faz muito sentido ficar especulando a respeito de uma morte sobre a qual falaremos logo abaixo. Mas devo dizer que, para quem perguntou a tempo, deixei claro que só havia três personagens “matáveis” nesta altura da série: Jack, Daniel e Margô, sendo a força dramatúrgica da morte desta última bem próxima de zero. Por isso, sempre apostei que um dos ex-futuros-pretendentes de Ems estava para bater as botas neste meio de temporada. Então, sem mais delongas, vamos a ele?

4×10: Atonement

Memórias Póstumas de um Banana.

PÁ(dma) NAS NOSSAS CARAS, hein, amiguinhos? Depois de tanto provocar os pobres shippers de Demily, eis que a série revelou por que, afinal, vinha fazendo um trabalho de reaproximação do ex-casal. Tudo isso foi só pra dar ao nosso Bananiel a motivação necessária para, enfim, tomar a resolução: “Vou deixar de ser um Banana, nem que seja a última coisa que eu faça!” Pois é, e foi exatamente a última.

É curioso ver que o final que Josh Bowman havia sugerido para o seu personagem (tornar-se um vilão – ou ao menos um babacão, que é o máximo que Daniel consegue ser – pra depois morrer) foi bem próximo do que aconteceu, quase um spoiler. No fundo, avalio que realmente havia uma vontade do ator de deixar a série, talvez para colher os frutos da exposição em outros trabalhos, talvez apenas porque está todo mundo percebendo que Revenge está próxima de dar seus últimos suspiros, então é melhor partir pra outra logo. Mais do que o enorme impacto dramatúrgico que Daniel conseguiu e conseguirá exercer nesta temporada, na minha avaliação a morte do personagem é um grande sinal de que Revenge está, sim, sendo planejada para terminar. E, se não acontecer nesta temporada, certamente acontecerá na próxima. #Oremos

O mais chocante dessa história foi que Daniel deixou um legado bastante respeitável (e não estou falando dos Diários de um Banana que o Série Maníacos divulgou com exclusividade aqui, que fique claro). Em sua busca quase repentina por redenção, nosso banana favorito conseguiu derreter de leve o coração gelado de Ems, conseguiu dar um puxão de orelha em Victoria para que ela acordasse para a vida, conseguiu engravidar uma mulher de negócios como Margô, e conseguiu, ainda por cima, obrigar Jack a matar uma pessoa pela primeira vez.

Todas essas consequências da jornada de Daniel nesta quarta temporada certamente se desdobrarão e renderão bastante para seus respectivos personagem, seja para a nossa alegria (no caso de Ems e Vicky), seja para o nosso desespero (no caso de Margô e Jack). Sim, porque não sou obrigado a aguentar Jack em depressão porque matou a agente do FBI (já consigo até visualizar o “Eu tirei uma vidaaaaa [lágrimas rolam copiosamente]”). No caso de Margô, a situação não é tão incômoda, mas eu apenas não vejo espaço para esse filho, por mais que ele seja, agora, o último e único herdeiro do rei Conrad Grayson. #Hashtag #BebêDoMal No fim das contas, a chance é altíssima de Margô acabar perdendo esse filho e a série seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

Mas a verdade é que ninguém foi e nem será mais afetada pelo arco de Daniel do que a nossa rainha-mãe. A começar pela chocantíssima cena em que Vicky abriu o seu coração e confessou para David tudo o que fez. E, nossa, como as coisas agora fazem sentido, hein? Que Vicky amava David não havia dúvida, mas afinal, por que a traição? Bom, quando você descobre que a última mulher do seu noivo, que deveria estar morta, foi trancada e apriosionada num manicômio pelo próprio, acho que dá pra ficar com um pouco de medo dele e preferir pensar no bem-estar do próprio filho, certo? No fim, Revenge conseguiu fechar bem redondinho o ciclo de explicações para as atitudes de Victoria, de maneira crível, real e muito crua, no melhor sentido possível da palavra. Dinheiro nenhum seria capaz de motivar uma mulher a cometer um ato tão difícil, porque realmente não há dinheiro no mundo que tenha mais poder do que o sentimento real, o amor e a vulnerabilidade que ele traz consigo. E Vicky certamente não é uma mulher que se sente confortável com a ideia de ser vulnerável.

O que me chocou ainda mais do que a confissão sincera de Vicky foi a decisão de David Clarke de matá-la naquela noite. Como assim??? Adoro que Revenge, quando anuncia uma morte, fica tentando nos cercar de morte por todos os lados para que fiquemos desesperados para tentar identificar de onde ela virá. Não que eu achei por um segundo que Vicky corresse algum risco, mas fiquei pensando “como raios esse vinho envenenado vai parar no organismo do morto?”, para no fim a morte ter vindo da maneira mais óbvia, mesmo. De qualquer forma, essa instabilidade de David Clarke está maluca demais para que eu consiga acompanhar. E o pior é que, depois de tudo isso, a sensação foi de que, se não tivesse ouvido o tiro, David estava prestes a perdoar Victoria ali.

E tudo isso foi apenas o começo para Victoria. Fico apenas imaginando as infinitas possibilidades de agora em diante. Imaginem o ÓDIO que ela sentirá de Ems ao ver seu filho sendo morto por causa dela – mais uma morte para a conta de Emily Thorne, aliás. Como será a dinâmica entre as duas, com um David Clarke no meio, depois de a pessoa mais importante para Vicky – a pessoa pela qual ela decidiu sacrificar David – morrer daquela  forma? Não sei, mas mal posso esperar pra ver (e, sim, ainda vislumbro a possibilidade de Ems e Vicky fazerem uma aliança divônica para derrubar Malcolm Black, unidas pelo amor por David que elas têm em comum! Me deixem sonhar em paz! =P).

Momento nostalgia

No mais, todo o episódio GRITAVA a despedida de Daniel, e o melhor de tudo isso foi ver os roteiristas usando isso como desculpa pra nos presentear com duas cenas do nosso ídolo Henry Czerny, que sempre dá show e só nos deixa com mais saudades ainda por ter aparecido tão pouco. Mais um baita ponto a favor de Atonement! Queremos mais flashbacks de Conrad, muito mais!

Aliás, e nossa Neo-Padma hein? Por alguns minutos ela se tornou uma CLONE de Padma de verdade, e eu ri altíssimo tanto no momento em que ela diz “Malcolm Black pegou minha mãe e está me chantageando” como na hora da revelação de que Sunil Nayar estava só zoando com a nossa cara e fazendo uma referência deliciosa à saudosa Padma e suas padmadas. Esse Nayar é um fanfarrão, mesmo! E o mais legal é que [SPOILER DE DEXTER] a trajetória da personagem foi EXATAMENTE a mesma que em Dexter: ela revela que era, na verdade, a filha do vilão, e depois morre! Santa repetição de papéis, hein, dona atriz Fulana?

Momento Nostalgia 2… =D

No mais, estou espiando com bastante curiosidade a amizade (e um certo nível de ceticismo) entre Nolan e Louise. A química entre eles é maravilhosa e Louise é realmente uma amiga infinitamente melhor do que Ems seria capaz de ser. Como torço pela felicidade de Nolan acima de tudo em Revenge, quero muito mais dessa dupla, mas será que isso significa que o roteiro ignorará a doença de Louise e sua fixação por mamãe-Vicky e desviará o foco para os dois BFFs divando pelas nights afora? Por mais deliciosa que tenha ficado essa união, espero que eles não se esqueçam de Louise-carente-psicopata, porque sem ela, meus amigos, a quarta temporada de Revenge não teria sido metade do que foi.

Atonement foi, no fim das contas, um excelente episódio. Não exatamente pela morte de Daniel em si, que nem foi tão bombástica assim, mas sim pela altíssima expectativa de reviravolta que essa morte e suas circunstâncias geram. As possibilidades são infinitas, e temos tudo para ver uma linda segunda metade de temporada. Concordam?

Por fim… RIP Bananiel. Apesar dos pesares, sentirei muita falta de zoar sua bananice, sem a qual Revenge jamais será a mesma. Descanse em paz.

Carta aberta aos leitores

Pessoal, em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela review dupla. Sei que era um péssimo momento para atrasos, e por isso tentei conseguir alguém que me substituísse no episódio 9, mas infelizmente ninguém da equipe estava disponível.

Em segundo, gostaria de compartilhar com todos uma informação: recentemente, o Série Maníacos recebeu um e-mail extremamente educado e honesto criticando nominalmente a cobertura de Revenge no aspecto dos prazos de publicação da review. A leitora estava coberta de razão, principalmente pensando nesta semana, e por isso peço desculpas.

Mas gostaria de deixar claro o seguinte: não há nenhum tipo de falta de comprometimento da minha parte com o trabalho que faço aqui, muito pelo contrário. Dou o sangue e o suor nestas reviews, e gosto de acreditar que, se realmente demoro a publicá-las mais do que a média dos sites de reviews, é porque passo mais tempo cuidando delas e tentando trazer pra vocês um conteúdo e um estilo de review que só o SM traz em termos da cobertura de Revenge.

Eu poderia matar uma review em meia hora e publicar rapidamente, fazendo apenas comentários genéricos e sem envolvimento pessoal com os textos, mas eu não acredito nesse tipo de trabalho. É por essa dedicação (somada ao pouco tempo que a minha agenda permite ter, claro) que, infelizmente, publico as reviews um pouco mais tarde do que gostaria. Peço desculpas a quem se incomoda com isso, e gostaria de dizer que o canal de comunicação direto comigo está sempre aberto, seja pelos comentários aqui, pelo Twitter ou pelo Facebook. Amo receber o carinho e os elogios de vocês, mas necessito também das críticas de quem estiver insatisfeito para compreender de fato como o meu trabalho está sendo recebido.

Por favor, vocalizem sem medo o pensamento de vocês para que eu possa tomar alguma providência a respeito. Se o meu trabalho não estiver atendendo às necessidades do público deste blog, podemos trabalhar com calma para formar um substituto que o faça, se assim vocês preferirem. Meu interesse é no melhor pra vocês, e eu espero estar conseguindo atender à demanda, mas, se não for o caso, estou humildemente disposto a fazer tudo o que for necessário para que o mais importante – a cobertura de Revenge – não deixe a desejar.

Obrigado a todos, tenham um excelente Natal e ano novo, e até 2015! =)

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.