Quem matou Danny Solano?
É impossível afirmar que Gracepoint é uma série inovadora. Não digo isso nem pelo fato de ser um remake da série britânica (ainda não encerrada) Broadchurch, mas pela própria temática da morte de uma criança em uma cidade pequena e as consequências trazidas por tal brutalidade no meio em que vivia. The Killing está aí pra não me deixar mentir.
Confesso que o que me atraiu para ver a série (tanto a original quanto a versão americana) foi o elenco, que conta como nomes como David Tennant e Arthur Darvill (ambos de Doctor Who) e Anna Gun (Breaking Bad). Porém, o que me prendeu, na verdade, foi a curiosidade de saber quem foi o psicopata capaz de matar um menino tão novo e, aparentemente, inocente, além de uma locação belíssima, um elenco de suporte cativante e uma trilha musical marcante e agoniante.
Não tem como não comparar as duas séries que, além de contar com o mesmo ator para o papel do protagonista, possuem, pelo menos em seus três primeiros episódios, praticamente o mesmo texto. Portanto, não vou ignorar a série original. Pelo contrário, como gostei bastante de Broadchurch, vou usar de base de comparação para avaliar Gracepoint.
Deve ser enfadonho refazer uma série, quadro a quadro. Talvez seja por isso que o Tennant pareça tão cansado no papel do Detetive Emmett Carver. Tirando o nome e a perda do delicioso sotaque escocês, o papel e as falas são os mesmos. Ainda assim a atuação dele é espetacular, conseguindo passar bem a imagem de um detetive competente, experiente, que sabe o que está fazendo e, ao mesmo tempo, mistério, a saber, como que alguém tão em sua função foi parar em uma cidade tão pequena e pacata como Gracepoint.
Já até consigo ouvir a marcha dos haters se aproximando, mas gostaria de explicar por que não gostei de Anna Gun no papel de Ellie Miller. Amo a atriz e ela merece todos os prêmios que ganhou durante o tempo em que esteve em Breaking Bad. Porém, Ellie Miller é aquela personagem que precisa crescer, que acha que está preparada para comandar sua própria equipe, mas que tem muito que aprender com o Detetive Carver. E, desculpem-me, mas a atriz é muito forte e falha ao tentar demonstrar seu lado fraco/sensível. Sério, chega a ser constrangedor vê-la dando piti depois de levar uma bronca do novo chefe ou confessando que foi a responsável indireta por passar o nome do morto para a imprensa. Tenho fé que ela pode melhorar muito nesse aspecto, mas para isso acontecer ela bem que podia dar uma olhada nas cenas da sua contraparte britânica, nossa digníssima Olivia Colman.
Minha mais grata surpresa fica para a mãe de Danny, Virginia Kull, como Beth Solano, que conseguiu ser ainda melhor que sua versão original. Todo o desespero pela busca do filho perdido, até os emocionantes momentos de dor e perda foram brilhantemente interpretados, chegando a me deixar embargado no momento em que questiona se seu filho sabia que ela o amava.
No mais, a escolha do elenco de apoio me pareceu muito mais voltada a tentar recuperar características físicas do elenco original do que apresentar atores bons com histórias interessantes, mas posso estar fazendo um pré-julgamento. Mas a pergunta fica no ar: Quem matou Danny Solano? Com a mudança da causa da morte voltei a me interessar em descobrir o assassino antes dos detetives. Será que conseguimos? Conto com a ajuda de vocês, nos comentários! =)














