Na manha de hoje 20, a Netflix nos recebeu no hotel Fasano em São Paulo, para um bate papo com Famke Janssen (Olivia), Maddie Brewer (Miranda) e o produtor executivo Eli Roth, na ação de divulgação da 2ª temporada de Hemlock Grove, que já está disponível na íntegra pelo serviço de streaming.

Todos foram muito simpáticos e acessíveis durante a conversa, que não teve qualquer tipo de restrição de assunto, ficamos livres para conversar sobre qualquer coisa.

Famke Janssen

Posso dizer que você é muito alta?”

É por causa dos saltos altos (rs)”

Foi assim que começou a descontraída conversa com a bela e talentosa Famke Janssen. A atriz que é a mais famosa do elenco devido aos seus papéis em 007 Contra GoldenEye, Nip/Tuck e X-Men, se mostrou extremante empolgada em fazer parte de Hemlock Grove e logo de cara elogia o formato da Netflix, que disponibiliza filmes e séries para serem vistos a qualquer momento, pois pessoas como ela que viajam o tempo todo, não conseguem se adequar aos horários de emissoras de TV.

Mesmo estando em São Paulo por menos de 24h, antes da nossa entrevista ela já havia passeado na Vila Madalena, participado de dois talk shows e dominava as palavras “obrigado” e “tudo bem”.

Quando o assunto é Hemlock Grove, Famke Janssen destaca que uma das coisas mais legais da 2ª temporada é a mudança brusca em relação a Olivia. Se na 1ª temporada ela tinha poder e controle, agora ela está mais vulnerável e tentando se reerguer. Isso é transmitido até mesmo no seu vestuário, que até então era imponente, elegante e dominado pelo branco. Agora Olivia usa tons neutros e está literalmente tentando se curar.

Sobre projetos futuros, ela revela que vai dirigir seu segundo filme e confessa que seu estilo de direção é exatamente o tipo que ela odeia como atriz: totalmente controladora. Mesmo assim, Janssen está empolgada para retornar para trás das câmeras, um tipo de trabalho que ela descreve como mais prazeroso e difícil que existe.

Outra característica interessante da atriz é a sua aversão por redes sociais. Ela diz que não possui Twitter ou Instagram, pois acredita que exista uma tênue linha entre promover um trabalho e alimentar o ego com o endeusamento dos fãs.

Maddie Brewer

Bom dia, como você está?

Bom dia, estou muito bem… Um pouco cansada porque estou sem dormir do voo, mas amanha quero dormir bastante e sair a noite para beber…

Caipirinha?

Exatamente! (rs)

Ah, e esse outro que mistura pão e queijo…

Pão de queijo?

Isso.

Maddie Brewer é uma jovem atriz de 22 anos, que começou sua carreira no ano passando em outra série da Netflix, Orange is The New Black. Ela interpretou a detenta Tricia Miller e quando perguntei se foi coincidência seu segundo trabalho ser outra série da Netflix, ela afirma que sim, que estava em Nova Iorque fazendo dezenas de testes para diversos papéis e quase não fez o teste para Hemlock Grove, pois estava doente na noite anterior, mas seu empresário a incentivou bastante e ela acabou conseguindo o papel.

Entre Orange is The New Black e Hemlock Grove, Maddie trabalhava como garçonete, mas no dia em que recebeu a confirmação de que tinha conseguido entrar para a série de terror, pediu demissão na hora e foi correndo para casa contar a novidade para sua família.

Maddie conta que a produção de Hemlock Grove estava em busca de uma atriz para interpretar Miranda há mais de cinco meses e ela garante que não tem dificuldade alguma com as cenas de sexo e que seu lema é “liberte as ‘tatas’”. Como ela possui uma personalidade divertida em engraçada, logo foi perguntada se ela teria vontade de participar de alguma comédia no futuro, mas Maddie mesmo sendo muito descontraída, não se acha engraçada e diz que provavelmente não teria o timing cômico necessário como o de Melissa McCarthy (Mike & Molly), por exemplo.

Quando perguntada sobre sua relação com os fãs e como ela encara a popularidade depois de participar de duas grandes séries da Netflix, ela destaca os fãs do Twitter, em especial uma fã brasileira que todos os dias envia perguntas e frases. Maddie conta que chegou a cair em uma pegadinha de um seguidor brasileiro que pediu para ela tuitar “eu gosto de bucet@” em português e só depois ela ficou sabendo do que se tratava.

Em Hemlock Grove ela brinca que torcia para Miranda se tornar uma híbrida metade vampira metade lobisomem e assim ser automaticamente a personagem mais legal da série, mas que depois do final aberto da 2ª temporada, ela torce para que a Netflix confirme logo a renovação.

Suas séries favoritas são Breaking Bad, Dexter (o começo da série, depois ela diz que ficou estranho), The Walking Dead e Family Guy.

Eli Roth

Bem-vindo ao Brasil, como você está?

Obrigado, estou um pouco cansando porque acabei de chegar do Chile. Estava gravando meu novo filme de terror com Keanu Reeves, chamado Knock, Knock. Mas estou empolgado, amo o Brasil. A última vez que estive aqui foi para promover O Albergue.

Eli Roth é claramente apaixonado por Hemlock Grove e ele diz que um dos mercados da Netflix com os melhores feedbacks da série vieram do Brasil. Eli admite que durante a 1ª temporada de 13 episódios algumas tramas acabaram sendo prolongadas mais do que ele gostaria para que tudo se encaixasse com o livro em que a série é baseada. Mas para o 2ª ano a coisa fluiu melhor, ainda mais pela quantidade de episódios, que foi reduzida para 10, permitindo um ritmo mais dinâmico e com a possibilidade de explorarem todas as histórias que começaram no ano passado.

Eli Roth destaca que um dos principais benefícios de fazer uma série para o Netflix é a liberdade de poder escrever um roteiro sem se preocupar com diálogos expositivos, que muitas vezes precisam ser feitos para lembrar o espectador de algo que aconteceu no passado. Ele conta que os roteiros são feitos pensando em pessoas que assistem a série em forma de maratonas, um episódio atrás do outro, e por isso não precisam se preocupar com ganchos e espaços para comerciais. Ele conta que durante anos o sondaram para fazer séries de TV, mas que ele não conseguiria desenvolver algo do seu gosto com as restrições de canais abertos e que só agora com o modelo da Netflix foi possível ele finalmente se envolver com uma série.

A principal metáfora que ele usa para descrever os monstros de Hemlock Grove é a de um viciado por drogas buscando novos prazeres. O que acontece quando monstros tentam fugir dos padrões e das regras? É esse o ângulo que ele buscou para a 2ª temporada.

Eli Roth solta o verbo quando perguntando por que ele acha que a crítica especializada pegou pesado com a 1ª temporada, sendo que as notas dos assinantes da Netflix eram sempre boas para a série. Ele diz que muitos críticos apenas querem destruir qualquer tipo de material que seja no gênero de terror, e que seu trabalho não é para o típico crítico de 50 anos, mas sim para os fãs do gênero que buscam por algo novo e diferente.

Perguntei se ele já pensou em transformar um dos seus filmes em série, como O Albergue e fazer no estilo de American Horror Story, com uma história fechada por temporada e ele diz que até então era impossível adaptar O Albergue, mas com o modelo da Netflix e com o gênero de terror em alta, tudo pode ser repensado.

Quando a possibilidade da 3ª temporada, Eli diz que com o suporte da imprensa e dos fãs, ele se sente confiante na renovação.

Se você quiser ouvir trechos dessa entrevista, não perca o Podmaníacos na semana que vem 😉

Artigo anteriorAmerican Horror Story | Revelada a data de estreia para a 4ª temporada
Próximo artigoAudiência USA (Aberta) – 19/08/14: Terça