Focada na diversidade, a CBS mais uma vez preparou uma sólida programação para a Fall-Season 2015, que conta com comédias, super-heróis, drama médico e uma adaptação cinematográfica.

Life in Pieces

Sinopse:

Nova comédia familiar, que em cada episódio vai mostrar quatro histórias sobre diferentes pontos de vistas dos membros dessa família adorável e disfuncional.

Pitacos pessoais:

A princípio, Life in Pieces me soa muito como uma Modern Family wanna be, mas talvez essa estrutura narrativa consiga trazer algum tipo de diferencial. Todos os episódios serão divididos em quatro blocos e em cada bloco uma história completa de algum membro da família será contada, como se fossem quatro curta-metragens por episódio. Por se tratar de uma comédia de 20min, ou teremos a série mais dinâmica da história ou a mais corrida. E esse elenco? Dianne Wiest, James Brolin, Colin Hanks, Betsy Brandt… É como se eles tivessem reunido o melhor grupo do mundo para me dar um abraço grupal dos sonhos. Mas o grande trunfo de Life in Pieces está no seu horário de exibição: segunda-feira, logo após The Big Bang Theory. Simplesmente um dos melhores slots da TV americana, logo depois de uma das maiores audiências da TV aberta. A única concorrência preocupante nas noites de segunda é The Voice da NBC, que na verdade já nem é o monstro que foi nos primeiros anos, ou seja, LiP tem tudo para ser um dos novos sucessos da fall-season 2015.

Limitless 

Baseado no filme de 2011, Limitless conta a história de Brian Sinclair (McDorman), que descobre uma droga misteriosa chamada NZT, capaz de aumentar sua inteligência e melhorar sua concentração, aguçando seus sentidos e lhe dando uma nova visão sobre os problemas da vida. Ele é forçado a utilizar suas novas habilidades para ajudar o FBI a resolver diversos casos.

Pitacos pessoais:

Eu me lembro que há quatro anos, quando eu fui ao cinema assistir Limitless, logo que a sessão acabou meu amigo virou e disse: “Então essa porra é tipo Ritalina?”. Desde então eu nunca mais consegui levar a sério essa proposta da super droga que deixou Bradley Cooper um gênio, de tanto que dei risada. Porém, tenho que admitir que gostei muito desse promo e o fato de o próprio Cooper estar produzindo a série e dando as caras logo no episódio piloto, me anima muito. A dupla protagonista é outro elemento muito animador, pois sou apaixonado por Jennifer Carpenter e tenho um carinho especial por Jake McDorman ter participado da única série boa da ABC Family: Greek. O horário de exibição é bom, logo depois da franquia NCIS, o que mostra o comprometimento da CBS em fazer Limitless dar certo, a colocando depois do seu drama de maior audiência. Boas chances, bom elenco, história interessante. Só espero que a série não caia na rotina de mostrar em todos os episódios Jennifer Carpenter trazendo um comprimido novo de NZT para Jake McDorman ajudar na resolução de um caso qualquer.

Code Black

Sinopse:

Baseado no documentário de Ryan McGarry, Code Black é ambientado no mais importante e movimentado pronto socorro dos Estados Unidos e irá acompanha os residentes que exercem medicina pela primeira vez e a equipe de médicos que será mentor dos jovens iniciantes.

Pitacos pessoais:

Code black é o código usado quando um pronto socorro chega ao desespero de ter mais pacientes do que recursos, situação que acontece poucas vezes ao ano na maioria dos hospitais americanos, porém, a série da CBS se baseia em um pronto socorro real, onde esse cenário ocorre algumas centenas de vezes ao ano. Originalmente a protagonista de Code Black era Maggie Grace (Lost), mas por motivos não divulgado, ela decidiu deixar a produção. Com isso, os produtores promoveram Marcia Gay Harden, que já estava no elenco e vamos combinar que Marcia Gay Harden é MUITO mais atriz que Maggie Grace. A concorrência para esse horário nas noites de quarta é bem tranquila (Nashville da ABC e Chicago PD da NBC), o que inclusive pode ajudar a CBS a ter um novo líder, caso Code Black consiga reter a audiência de Criminal Minds. Esse pode ser o próximo grande sucesso médico da televisão.

Supergirl

Sinopse:

Supergirl vai mostrar Kara Zor-El, a prima do Superman, que desde que chegou à Terra, esconde os poderes que possui. Aos 24 anos, porém, tudo muda quando ela decide assumir o papel de heroína para combater o crime e ajudar pessoas.

Pitacos pessoais:

Melissa Benoist é conhecida dos série maníacos pela sua Marley de Glee e em Supergirl, ela faz uma versão da super-heroína da DC Comics extremamente adorável, atrapalhada e que trabalha para uma poderosa mulher, muito temida por seus funcionários. É como se Zooey Deschanel trabalhasse para Miranda Priestly. O primeiro episódio de Supergirl vazou há meses (leia nossa crítica aqui e ouça o que eu falei no Podmaníacos aqui), eu já assisti, gostei, mas tenho certeza que vou enjoar bem rápido. Primeiro porque ficou na cara que vão copiar a fórmula procedural de Smallville, com o freak da semana. Obrigado, mas já passei por isso durante uma década com Tom Welling. E depois porque eu tenho um sério problema com séries de super-heróis. Já assisti todas e não amo nenhuma (vou voltar para Demolidor, mas não amei a primeira temporada), pois inda aguardo por aquela produção que vai conseguir fugir de tramas dependentes de dramas de casais e problemas familiares. Me salva, Jessica Jones. O mais interessante é que Supergirl vai ser exibida no mesmo horário de Gotham da FOX, outra série da DC/Warner e com certeza uma vai canibalizar a outra na briga pelos fãs do gênero. Embora Gotham tenha despencado na audiência durante seu primeiro ano, a série já está muito segura pelo acordo milionário com a Netflix e pelo bom desempenho no mercado internacional, por isso, me parece uma estratégia muito arriscada da CBS, ainda mais porque além de Gotham, Supergirl vai contra The Voice da NBC, o líder de audiência no horário. Constantine já provou recentemente que adaptações de quadrinhos não são imunes ao rápido cancelamento, portanto aconselho a não se apegarem muito a linda e simpática Kara.

Angel From Hell

Sinopse:

História de Allison (Maggie Lawson), que acaba cruzando caminho com uma anjo da guarda chamada Amy (Jane Lynch). O problema é que Allison não tem certeza se Amy realmente é um anjo ou se é apenas uma maluca.

Pitacos pessoais:

Não tem como torcer contra Jane Lynch, ela é demais. Quem já viu Maggie Lawson em Psych sabe que ela também tem seus méritos e essa parceria entre as duas pode render divertidos momentos. Meu medo é que AFH caia no humor galhofa, dependendo sempre do sarcasmo clássico de Jane Lynch. Ao assistir esse promo, algumas coisas me pareceram bastante promissoras e outras muito ruins. Não tem como saber se essa dinâmica da amiga maluca que pode ser o anjo da guarda vai resistir por muito tempo, mas em termos de chances de sucesso, Angel vai entrar no sólido bloco de comédias da CBS que conta com The Big Bang Theory e Mom, indo contra Scandal da ABC e The Blacklist da NBC. A vantagem de uma comédia em disputar o mesmo horário com um drama, é que os números não precisam ser tão altos como o do drama, pelo fato de a produção ser menos custosa. Dificilmente não vai vingar.

Com uma estratégia semi-perfeita, a CBS tem tudo para ter uma de suas melhores fall-season em anos. O potencial de renovação para múltiplas novas séries é impressionante.

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