A essência do heroísmo é dar a vida para que outros possam viver.
Semana passada eu comecei o texto dizendo que “Seeing Red” poderia trazer diferentes opiniões e realmente foi o que aconteceu. Acredito que essa semana não será diferente. Posso dizer que gostei bastante de termos um season finale dividido em três episódios e que “City of Blood” cumpriu o papel de colocar lenha na fogueira para a vermos acender e queimar nos dois episódios finais da temporada. Vamos à análise.
Com o episódio começando com o enterro de Moira Queen, já tivemos o passo inicial para a ambientação do clima que o show se desenvolveria. Ter a despedida de Moira de forma paralela a nomeação de Sebastian Blood trouxe um desconforto interessante e serviu para a consolidação do vilão da Máscara de Caveira. Nem mesmo ver Felicity chorando pela “diabólica Moira” quebrou a sensação de perda que os personagens e nós sentimos com a saída da Sra. Queen.
Quando Felicity e Diggle recorrem a Amanda para encontrar o patrão, tive a sensação que podemos ver o Esquadrão Suicida de volta a ação no fim dessa temporada. Entendo perfeitamente que a Sta. Waller deve agir para defender Starling City, além de que não podemos esquecer que o Deathstroke está na mira da ARGUS. Expor sua organização pode ser perigoso demais, oque deixa apenas a possibilidade de usarem o que é dispensável. E dessa vez com a presença da Arlequina!
Falar o que de nosso protagonista? Quando escrevi que Slade gostaria de destruir Oliver e não matá-lo, era justamente isso que eu estava falando. O Sr. Wilson retirou todas as vontades de lutar do Arqueiro já que a morte de Moira foi um golpe mais forte do que ele podia aguentar. O herói chegou ao fundo do poço, onde a única coisa que lhe fazia sentido era morrer. Se entregar ao Deathstroke poderia colocar um fim na vingança. Mas é somente vingança que o mascarado está procurando? Slade poderia ter se vingado, como já vem fazendo, sem a necessidade de um exército de miracurados. A promessa que ele fez a Oliver está quase cumprida, resta apenas o ataque final. Então para que atacar totalmente a cidade? Será para mostrar ao ex-discípulo que ele falhou completamente em tudo? Falhou como filho, falhou como irmão, falhou como companheiro e como herói? Nada disso faria sentido se o alvo estivesse morto. Quando Slade disse que só mais uma pessoa precisa morrer, eu não acho que ele se referia a Oliver. Fazê-lo sofrer para depois matá-lo não faz sentido. Acredito que o cara do tapa olho deseja retirar a vida da pessoa que sobreviveu as custas da morte de Shado. É Sara que esta na mira do Deathstroke. É tudo sobre sacrifícios afinal de contas.
Eu realmente achei interessante a intromissão de Laurel na história. Além de retomar a investigação contra Blood, ela foi fundamental para na recuperação da motivação de Oliver. A surpresa do Arqueiro em ver a “garota de seus olhos” no esconderijo, pode ter sido mal representada pelo ator, porém a sequência foi pontual. A advogada usou de sua habilidade em oratória para explicar e apresentar provas contra o raciocínio suicída do cara e o trouxe de volta ao jogo. Tirando o fato de que eu não entendi como o Dig e Felicity sabiam que Laurel conhecia a identidade do encapuzado… o resto está tudo ok.
A carta de condolências, encontrada por Laurel no computador do prefeito, sugere que realmente estava no plano do Sr. Wilson matar Moira desde o inicio. Thea estaria lá apenas para a tortura psicológica de Oliver, já que ele precisava garantir que Sebastian ganharia a eleição. Não entendo porque ter o Blood como prefeito possa favorecer Slade de alguma forma. Tudo bem que no raciocínio insano do mais novo Prefeito, causar danos a cidade possa fazer com que as pessoas o sigam de alguma forma. Mas por que o Deathstroke precisa do Irmão de Sangue na prefeitura para que possa colocar um exercito de miracurados nas ruas de Starling City?
Confrontar o prefeito era necessário, já que Oliver apertou a mão tantas vezes do Sebastian que perdemos a conta. O Irmão de Sangue quer poder e para isso entende o sacrifício dos inocentes como uma trajetória natural a ser seguida no caminho da conquista. Blood vendeu a alma para Slade e está totalmente em suas mãos. A cara dele ao atender o telefonema cenas antes passou mais que medo do Sr. Wilson. Pudemos notar o respeito de um comandado possui por seu comandante. Voltando a cena com Oliver, podemos dizer que ele acredita que o cargo de prefeito e a aliança com o Deathstorke o deixa invulnerável. Estou curioso para saber qual será o desfecho para esse personagem, já que até agora só consigo imaginá-lo se acovardando em meio a batalha ou sendo morto por um dos miracurados.
Cá entre nós, alguém acreditou que a Laurel ficaria quietinha enquanto a equipe entrava em ação? A sequência da invasão do prédio onde os miracurados estão (a maioria pelo menos) foi a única sequência de ação do episódio e nos presenteou com a primeira interação de Laurel e o Arqueiro, onde a moça o chama de Ollie -Noosssa que interessante!! – Não sei por que eu citei isso, mas parece que foi diferente. Acho que ver Laurel indo a campo por Oliver e não pelo Arqueiro, trás outro sentido para a cena. Toda sequência de ação deixou um ótimo cliffhanger para o próximo episódio, com Diggle sendo ameaçado pela Isabel (em um uniforme horrível) o Arqueiro e Laurel encurralados e Feliity recebendo uma ligação de Cisco provavelmente para dizer que conseguiu a cura do mirakuru. Ou que não existe cura. Eu prefiro a segunda opção.
Foi muito legal ver o Walter dando apoio a caçula dos Queen. O cara é realmente gente boa. E como não sentir pena da Thea? Para a nova órfã deixar a cidade faz total sentido. Eu esperava uma despedida mais emocionante entre ela e Oliver, já que o irmão estava com o intuito de se entregar para a morte. Esperava também maiores questionamentos sobre o fato de Slade ter estado na ilha, mas tenho que dar um desconto já que a moça acabou de perder a mãe, o trabalho e o namorado (depois do mesmo tentar matá-la). Perdida é pouco para ela! Até andar de trem na classe econômica ela iria. Vamos ver o que se dará o destino da Chazinha dos Queen (Criscuolo, Isaque 2014) no meio da invasão da cidade.
City of Blood foi um episódio bem reflexivo e pudemos sentir um Oliver Queen quebrado que mais uma vez deixou seus sentimentos de lado para salvar a cidade, a solidão de Thea, a negação de Felicity e Diggle e um dos aspectos que mais me chamou a atenção: a motivação de Laurel.
Gostei bastante do ritmo do episódio. Acho que isso foi possível porque mantive em mente que estava assistindo o início do fim da temporada. Começar com o enterro de Moira e terminar com início da batalha foi interessante como prólogo para o fim, já que durante todos os minutos podemos acompanhar o desenvolvimento em uma crescente. “Streets of Fire” continuará de onde paramos e tem tudo para incendiar as ruas de Starling City.
ps1: Se eu fosse o Oliver só andaria com aquelas flechas explosivas.
ps2: Uma vadia com WiFi by Felicity Smoak, hahahahaha.
ps3: Onde é que o Slade se meteu? Ele tinha que estar lá motivando os homens dele.
ps4: Tanto veneno na veia não deixar o Roy com sequelas não?
ps5: De onde saiu a mascara do miracurado que estava na delegacia?
P.S.6. Moira Queen vive em nossos corações! VIDA LONGA À RAINHA! By Isaque Criscuolo.















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